FRANK DIAS FERREIRA - ENGENHEIRO CIVIL

12 julho 2012

A CONSTRUÇÃO E GESTÃO DE UM ATERRO SANITÁRIO CONTROLADO



ATERROS SANITÁRIOS

Ensaio de Compressão Simples

Aterro Sanitário
A construção e gestão de o Aterros sanitários

Implantação do Aterro Sanitário

Compreende, dentre outras, as atividades de escolha da área, elaboração do projeto, licenciamentos ambientais, limpeza do terreno, obras de terraplenagem, acessos, impermeabilização utilizando material geossintético, drenagem e obras de construção civil.
Implantação do Aterro Sanitário
A construção e gestão de o Aterros sanitários

Operação do Aterro Sanitário

Operação do Aterro Sanitário
A construção e gestão de o Aterros sanitários
Compreende o espalhamento, compactação, cobertura e drenagem dos resíduos, monitoramento do sistema de tratamento de efluentes, monitoramento topográfico e das águas, manutenção dos acessos e das instalações de apoio.
Aterro Sanitário
A construção e gestão de o Aterros sanitários
Após a coleta, o lixo é descarregado no Aterro Sanitário.
A construção e gestão de o Aterros sanitários

Após a coleta, o lixo é descarregado no Aterro Sanitário.
O lixo é compactado com trator, formando uma célula, que será recoberta com argila.
A construção e gestão de o Aterros sanitários

O lixo é compactado com trator, formando uma célula, que será recoberta com argila.
Ao final, o lixo fica protegido do espalhamento pelo vento e da ação de moscas, ratos, baratas, etc.
A construção e gestão de o Aterros sanitários

Ao final, o lixo fica protegido do espalhamento pelo vento e da ação de moscas, ratos, baratas, etc.
Fonte: www.engepasaambiental.com.br
ATERRO SANITÁRIO

Entenda as diferenças

O Aterro Sanitário abriga resíduos sólidos, em geral resíduos domésticos, atendendo a normas legais e critérios ambientais para combate à poluição do solo e camadas inferiores. Este tipo de aterro utiliza técnicas de engenharia e tecnologia seguras para evitar danos ao meio ambiente e à saúde pública e passa por monitoramento constante para evitar vazamentos no solo.
Antes da instalação do aterro sanitário é realizada a impermeabilização total do local que receberá os resíduos e são instaladas redes para coleta e tratamento do chorume, material que reúne todas as impurezas líqüidas e tóxicas do lixo. Os gases que emanam do aterro são captados e tratados, e a quantidade e qualidade do lixo depositado é controlada.
Devido ao monitoramento constante, o aterro sanitário não contamina o solo, o lençol freático, as águas superficiais e a atmosfera. Controla ainda a proliferação de vetores de doenças e não apresenta risco de desabamentos.
De acordo com a Norma Técnica BNT 8419, da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), o aterro deve ser instalado a pelo menos 200 metros de cursos d’água, respeitar a distância de 1,5 metro entre a superfície de destinação e a camada de lençol freático e estar em área livre de inundação. Assim, o aterro sanitário possui risco praticamente nulo de interdição pela Cetesb (Companhia de Tecnologia e Saneamento Ambiental).
Fonte: www.dazibao.com.br
FORMAS DE ATERRAMENTO
Método da Trincheira ou Vala
Método da Área
Método da Rampa
A construção e gestão de o Aterros sanitários
A construção e gestão de o Aterros sanitários



FORMAS DE DEPOSIÇÃO DOS RESÍDUOS
Método da Célula
Método do Sanduíche
Método da Descarga
Nos aspectos operacionais de um aterro sanitário estão envolvidos os seguintes fatores:
Tráfego
Espalhamento de Materiais
Ruídos e Odores
Proliferação de Vetores
Frente de Operação
Manutenção das Estruturas
Monitoramento Ambiental
Esses fatores devem ser continuamente monitorados, pois eles podem mudar de situação conforme o desenvolvimento do aterro.
A figura a seguir esquematiza os aspectos operacionais do aterro sanitário com critérios de área, recebimento dos resíduos, inspeções, manejo adequado e cobertura diária.

A construção e gestão de o Aterros sanitários
A construção e gestão de o Aterros sanitários





Fonte: www.rc.unesp.br


ATERROS SANITÁRIOS


Um aterro sanitário é uma área designada ao acomodamento de lixo, tal como lixo residencial, comercial,de serviço de saúde, da indústria de construção, ou dejetos sólidos retirados do esgoto.
A construção e gestão de o Aterros sanitários
A construção e gestão de o Aterros sanitários



Um aterro sanitário em Havaí, Estados Unidos da América.

A base do aterro sanitário deve ser constituída por um sistema de drenagem de efluentes líquidos percolados (chorume) acima de uma camada impermeável de polietileno de alta densidade - PEAD, sobre uma camada de solo compactado para evitar o vazamento de material líquido para o solo, evitando assim a contaminação de lençóis freáticos. O chorume deve ser tratado e/ou recirculado (reinserido ao aterro).

Seu interior deve possuir um sistema de drenagem de gases que possibilite a coleta do metano, gás carbônico e água (vapor), entre outros, formado pela decomposição dos resíduos. Este efluente deve ser queimado ou beneficiado. Estes gases podem ser queimados na atmosfera ou aproveitados para geração de energia. No caso de alguns países, como o Brasil, a utilização dos gases pode ter como recompensa financeira a compensação por créditos de carbono, conforme previsto no Protocolo de Kyoto como já é efetuado pelo aterro sanitário da Prefeitura de Nova Iguaçu.
Sua cobertura é constituída por um sistema de drenagem de águas pluviais, que não permita a infiltração de águas de chuva para o interior do aterro.
Um aterro sanitário deve também possuir um sistema de monitoramento ambiental(topográfico e hidrogeológico) e pátio de estocagem de materiais. Para aterros que recebem resíduos de populações acima de 30 mil habitantes é desejável também muro ou cerca limítrofe, sistema de controle de entrada de resíduos (ex. balança rodoviária), guarita de entrada, prédio administrativo, oficina e borracharia.
No Brasil
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) define da seguinte forma os aterros sanitários: "aterros sanitários de resíduos sólidos urbanos, consiste na técnica de disposição de resíduos sólidos urbanos no solo, sem causar danos ou riscos à saúde pública e à segurança, minimizando os impactos ambientais, método este que utiliza os princípios de engenharia para confinar os resíduos sólidos ao menor volume permissível, cobrindo-os com uma camada de terra na conclusão de cada jornada de trabalho ou à intervalos menores se for necessário."
No Brasil, um aterro sanitário é definido como um aterro de resíduos sólidos urbanos, ou seja, adequado para a recepção de resíduos de origem doméstica, varrição de vias públicas e comércios. Os resíduos industriais devem ser destinados a aterro de resíduos sólidos industriais (enquadrado como classe II quando não perigoso e não inerte e classe I quando tratar-se de resíduo perigoso, de acordo com a norma técnica da ABNT 10.004/04 - "Resíduos Sólidos - Classificação"). A operação segura de um aterro sanitário envolve empilhar e compactar o lixo, para que ocupe o mínimo espaço possível, e cobrir o lixo diariamente com uma camada de material impermeável, para diminuir a liberação de gases mal cheirosos, bem como a disseminação de doenças.
Fonte: pt.wikipedia.org

ATERROS SANITÁRIOS

São locais onde o lixo é depositado permitindo mantê-lo confinado sem causar maiores danos ao meio ambiente. É um método em que o lixo é comprimido através de máquinas que diminuem seu volume. Com o trabalho do trator, o lixo é empurrado, espalhado e amassado sobre o solo (compactação), sendo posteriormente coberto pôr uma camada de areia, minimizando odores, evitando incêndios e impedindo a proliferação de insetos e roedores.
A compactação tem como objetivo reduzir a área disponível prolongando a vida útil do aterro, ao mesmo tempo que o propicia a firmeza do terreno possibilitando seu uso futuro para outros fins. A distância mínima de um aterro sanitário para um curso de água deve ser de 400m.
Fonte: www.compam.com.br

ATERROS SANITÁRIOS

Um aterro sanitário é uma instalação de eliminação utilizada para a deposição controlada de resíduos, de forma a garantir um destino final adequado. Como tal, tem que funcionar de acordo com as regras técnico-ambientais adequadas, para que seja assegurado o fim para o qual foi projectado.
Assim, o controlo da entrada dos resíduos, a organização das células de deposição, bem como as operações a realizar diariamente, são de extrema importância.
A grande maioria dos resíduos que chegam ao aterro sanitário e que serão alvo de deposição, são os provenientes da recolha indiferenciada efectuada nos oito concelhos associados.
A recepção dos resíduos inicia-se com a entrada da viatura de transporte de resíduos no aterro sanitário e a paragem na báscula, onde é efectuada a primeira pesagem.
Depois de controlada a sua entrada e efectuada a pesagem, a viatura desloca-se até à zona de deposição, avança até à frente de trabalho, procedendo à descarga dos resíduos. De seguida a viatura passa pela unidade de lavagem dos rodados e é novamente pesada para a obtenção da tara, de forma a ficar registado o peso líquido.
O método de deposição de resíduos no Aterro Sanitário adoptado pela AMALGA passa pelas boas práticas de gestão e manuseamento dos resíduos no local de deposição, de modo a minimizar a ocorrência de odores e poeiras na vizinhança.
Assim, logo após a descarga dos resíduos, procede-se ao seu espalhamento, compactação e cobertura com terras, de acordo com as normas a seguir indicadas:
• A descarga dos resíduos pelas viaturas de transporte é efectuada o mais perto possível da célula em exploração
• Depois de descarregados, os resíduos são espalhados por uma pá carregadora de rastos, que os dispõe em camadas com cerca de 1 metro de altura, sendo posteriormente compactados por um pé de carneiro de 24 toneladas, formando “mini-camadas” com cerca de 20 cm.
• No final de cada dia, os resíduos depositados são cobertos com cerca de 5 a 6 cm de terra.
• No final da semana ou depois de esgotada a capacidade de cada célula, é feita uma cobertura com cerca de 15 a 20 cm de terra, com vista ao seu encerramento.
A realização destas operações permite que no final de cada dia o aterro se encontre totalmente regularizado, coberto com terras e sem resíduos visíveis.
Porém, todas as operações para a arrumação dos resíduos devem respeitar todos os cuidados para não se danificarem os sistemas de protecção ambiental.
O enchimento do aterro sanitário da AMALGA processa-se basicamente pela exploração de células semanais, que se dividem em subcélulas diárias. proporcionando o enchimento gradual, organizado e metódico até atingir a cota prevista para o encerramento, estabelecendo a volumetria definida.
O dimensionamento destas células é feito em função do espaço disponível e do volume de resíduos a depositar.
Depois de feito dimensionamento há que fazer a previsão da sequência de enchimento, tendo em conta a duração das células.
Esta previsão é feita no registo de enchimento, onde consta o número de Identificação da célula, o volume, a previsão da duração e o registo da duração efectiva.
Fonte: www.amalga.pt
Aterro Sanitário pode ser definido como sendo um processo para disposição de resíduos no solo, especialmente o lixo domiciliar, que utilizando normas de engenharia específicas, permite uma confinação segura, no que diz respeito ao controle da poluição ambiental e de proteção ao meio ambiente.
As vantagens que podemos citar são inúmeras, pois um aterro sanitário oferecerá todas as condições para que haja:
uma disposição adequada dos resíduos em conformidade com as normas de engenharia e controle ambiental;
uma grande capacidade de absorção diária dos resíduos gerados;
oferecer todas as condições para que haja a decomposição biológica da matéria orgânica contida no lixo domiciliar;
tratamento do chorume gerado pela decomposição da matéria orgânica e das precipitações pluviométricas.
Os aterros podem ser classificados de acordo com o tipo de disposição final utilizada, como segue:
Aterros comuns ou lixões
Os resíduos são dispostos de forma inadequada, ou seja, são jogados sobre o solo não tendo assim nenhum tipo de tratamento, é portanto, o mais prejudicial ao meio ambiente é ao homem.
Aterros controlados
A disposição dos resíduos é feita da mesma maneira que nos aterros comuns, porém os resíduos são cobertos com material inerte ou terra, não existindo com tudo nenhum critério de engenharia ou controle ambiental.
Aterros sanitários
São aqueles que como vimos anteriormente, tem um projeto de engenharia, de controle e impacto ambiental e monitoramento.
Os aterros podem ainda ser classificados quanto ao tipo de técnica de operação:
Aterros de superfície
Os resíduos são dispostos em uma área plana sendo que, são dispostos em trincheiras ou rampas.
Aterros de depressões
Os resíduos são dispostos aproveitando as irregularidades geológicas da região, como: depressões, lagoas, mangues e ou pedreiras extintas.
A metodologia aplicada nos aterros sanitários basicamente segue a seguinte ordem:
Levantamento de dados
Onde serão verificados os índices pluviométricos da região, que resíduos serão depositados, densidade dos resíduos, peso especifico dos resíduos, etc.
Escolha do terreno
Será levado em consideração facilidade de acesso, e recursos hídricos que deverão ser preservados, recuperação da área escolhida, etc.
Levantamento topográfico: é de suma importância, pois será nesse item onde será calculada a capacidade da área escolhida, ou seja, tem do valor dos resíduos gerados diariamente e a capacidade volumétrica da área, saberar-se-a então qual será o tempo de vida útil do aterro.
Levantamento geotécnico: nesta fase levar-se-a em consideração os seguintes itens: constituição do solo, permeabilidade, capacidade de carga, nível do lençol freático, jazidas de material para a cobertura e densidade do solo.
Na execução do projeto podemos ter a seguinte ordem para a implantação do aterro:
execução de obras fixas;
preparo de vias de acesso;
reparo de área de emergência;
sistema de drenagem superficial de águas pluviais;
drenagem de líquidos percolados;
tratamento a captação de líquidos percolados;
sistema de embreagem de gases drenagem de gases;
um leito do aterro impermeabilização do solo;
preparo e formação das células de lixo
preparo da cobertura final do aterro.
Para uma melhor exemplificação dos itens descritos nesta página vide a figura, abaixo:
A construção e gestão de o Aterros sanitários
A construção e gestão de o Aterros sanitários





Fonte: geocities.com


Algumas Verdades sobre os aterros sanitários


O aterro sanitário é uma obra de engenharia destinada a estocagem, armazenamento ou guarda de resíduos (lixo) gerados pelos grupamentos humanos, ou, melhor dizendo, pela sociedade moderna.
Grandes valas são rasgadas no solo e sub-solo e passam por um processo de “impermeabilização” com aplicação de uma camada de argila de baixa textura que é compactada para reduzir sua porosidade e aumentar sua capacidade impermeabilizante. Sobre esta primeira camada, é colocado um lençol plástico e, sobre esse, uma segunda camada de argila é aplicada e novamente compactada.
Sobre essa última camada de argila são colocados drenos para retirada de gases e líquidos gerados pela decomposição do resíduo orgânico por micro-organismos anaeróbios.
Finalmente, o resíduo orgânico (lixo) será depositado sobre essa segunda camada de argila, compactado e isolado do meio ambiente por uma camada de saibro, entulho de demolição, argila ou terra. Para essa operação grandes desmontes e movimentação de terra são necessários.
As camadas de lixo e terra vão se sucedendo num “sanduíche” interminável. Geralmente, esse “sanduíche” extrapola o nível topográfico original da região e passa a formar verdadeiras montanhas artificiais e instáveis, alterando a paisagem da região.
Essa opção de engenharia irá causar inúmeros problemas ambientais e grandes prejuízos à sociedade porque:

1.Há necessidade de um grande investimento para sua implantação e manutenção;

2.A fermentação e digestão da matéria orgânica pelos micro-organismos anaeróbios geram gases altamente nocivos à atmosfera, além do chorume, líquido poluente e mal cheiroso. O material plástico, contido no lixo do aterro, que não é biodegradável, permanece incólume, criando bolsões de gases e condições de deslizamento das camadas componentes do aterro;

3.Inutilização de grandes áreas em locais valorizados próximos às cidades que nunca mais poderão ser utilizados, senão para cobertura verde;

4.Necessidade de investimento em equipamentos pesados como tratores, caminhões e retro escavadeiras para operar o aterro;

5.Elevado custo operacional para cumprir as condições operacionais mínimas obrigatórias;

6.Tempo de uso limitado, obrigando a busca permanente de outras áreas para novos aterros;

7.Poluição da atmosfera pela exalação de odores fétidos num raio de vários quilômetros;

8.Riscos permanentes de poluição dos mananciais subterrâneos;

9.Necessidade de permanente incineração dos gases emanados pelos drenos constituídos principalmente pelo gás metano, vinte e uma vezes mais poluente que o gás carbônico.
A impermeabilização permanente de um aterro sanitário é uma tarefa de engenharia impossível porque, até a presente data, nenhuma tecnologia criou uma superfície capaz de conter a infiltração de forma permanente.
A argila forma uma superfície filtrante, deixa passar água e quem nos garante que o lençol de material , através da ação química ou bioquímica provocada pelo contato com o chorume ?
Um determinado material poderá conter a infiltração da água por algum tempo, porém, mais tarde ou mais cedo, esta camada de proteção irá ceder, permitindo a passagem da água que irá transportar os metais pesados contidos no lixo do aterro para os lençóis freáticos.
Regiões pobres e carentes em recursos hídricos não podem, e não devem, correr o risco de contaminar, de forma irreversível, os seus já escassos recursos.
Afirmo que: “Os aterros sanitários são soluções paliativas”.
Visam apenas camuflar o grande problema do lixo, empurrando-o para as gerações futuras que terão de enfrentar verdadeiras bombas de retardo, que poderão detonar a qualquer momento!
Proponho uma Solução - “Coleta Seletiva”.
Pois, minimiza todos os problemas anteriormente descritos e ainda promove a geração de emprego e renda com a criação de cooperativas de catadores e/ou artesãos de material reciclado.
Fonte: www.novaimprensa.inf.br