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24 maio 2017

RESULTADOS DO PROGRAMA DE GESTÃO AMBIENTAL DE RESÍDUOS EM CANTEIROS DE OBRAS

Avaliação do desempenho das obras

O desempenho das empresas que participaram do grupo-piloto foi monitorado considerando os aspectos referentes à limpeza do canteiro, à qualidade e à extensão da triagem dos resíduos, conforme metodologia apresentada no item: http://engenhafrank.blogspot.com.br/2017/05/avaliacao-de-uma-obra-de-construcao.html

Além disso, foram avaliadas a intensidade e a qualidade da destinação compromissada, representadas pelo registro do conjunto das remoções de resíduos efetivadas. A intensidade relaciona a quantidade de eventos de destinação documentadas e a qualidade refere-se ao modo pelo qual se fez o registro da destinação.


GESTÃO AMBIENTAL DE RESÍDUOS EM CANTEIROS DE OBRAS
GESTÃO AMBIENTAL DE RESÍDUOS EM CANTEIROS DE OBRAS

Os gráficos a seguir mostram os resultados extraídos dos relatórios de avaliação efetuados nas vistorias nos canteiros de obra, apresentam um comparativo entre a média das notas de avaliação do grupo das 11 empresas com as obras que demonstraram o maior e o menor desempenho.
MÉDIAS DAS AVALIAÇÕES DE LIMPEZA
MÉDIAS DAS AVALIAÇÕES DE LIMPEZA

MÉDIAS DAS AVALIAÇÕES DE SEGREGAÇÃO
MÉDIAS DAS AVALIAÇÕES DE SEGREGAÇÃO


MÉDIAS DAS AVALIAÇÕES DO REGISTRO DA DESTINAÇÃO
MÉDIAS DAS AVALIAÇÕES DO REGISTRO DA DESTINAÇÃO

Deve-se observar que as obras foram avaliadas em diferentes etapas de produção, ou seja, nem todas se encontravam na mesma etapa de execução simultaneamente, o que possibilitou a implantação da metodologia desde os serviços de fundação e execução da estrutura até serviços de pintura e limpeza final. As características das obras participantes, todas residenciais, abrangeram obras verticais e horizontais de padrão médio e alto, variando de um a cinco edifícios em cada canteiro. Os canteiros das obras encontram-se na região metropolitana de São Paulo.

Relacionamos abaixo os principais aspectos positivos que puderam ser evidenciados nos canteiros de obra e os aspectos críticos que, se não seguirem as diretrizes determinadas na fase de planejamento, podem comprometer o desempenho do programa de gestão de resíduos:

ASPECTOS POSITIVOS
Redução dos custos de coleta
Redução do desperdício (menor geração de resíduos)
Reaproveitamento dos resíduos dentro da própria obra
Limpeza e organização nos canteiros
Redução dos riscos de acidentes de trabalho

Tabela Formatada por: Frank e Sustentabilidade

ASPECTOS CRÍTICOS
Treinamento da mão de obra
Correta aquisição de dispositivos de coleta
Atendimento insatisfatório das empresas coletoras e transportadoras
Controle dos registros das destinações dos resíduos
Defasagem na execução da limpeza com relação ao serviço executado
Comprometimento da direção da empresa e da gerência da obra

Tabela Formatada por: Frank e Sustentabilidade

De modo geral, houve compromisso das empresas nas quais se implantou a metodologia de gestão, evidenciados por avaliações satisfatórias de limpeza, triagem e destinação dos resíduos, o que foi possível graças ao empenho das equipes de produção, ao comprometimento da direção da empresa e de seu corpo técnico, além do progressivo envolvimento de empreiteiros, fornecedores de insumos e prestadores de serviços em geral.

Conclusões

Para medir a iniciativa do COMASP em realizar este programa-piloto e avaliar os resultados da implantação do programa nas obras, o SindusCon-SP contratou uma empresa de pesquisas independente que entrevistou os profissionais das 11 empresas participantes, das consultorias I&T Informações e Técnicas e Obra Limpa e profissionais do SindusCon-SP.

Dentre os aspectos relevantes apontados na pesquisa, apresentamos a seguir os resultados relacionados às vantagens da implantação da gestão de resíduos nas obras sob os aspectos de produção, da imagem da empresa, comportamental e de custos:

VANTAGENS IDENTIFICADAS NO PROGRAMA DE RESÍDUOS
VANTAGENS IDENTIFICADAS NO PROGRAMA DE RESÍDUOS


  

Foram entrevistados 70 profissionais participantes do Programa de Gestão
Ambiental de Resíduos em Canteiro de Obras, em diversos cargos hierárquicos.

A pesquisa demonstrou que os principais aspectos positivos identificados foram:

ASPECTOS POSITIVOS
Aperfeiçoamento da logística da obra
Compreendendo a organização, segregação, acondicionamento
e destinação dos resíduos
Mudança de cultura
Conscientização ambiental dos funcionários próprios e de
empreiteiros
Imagem da empresa
Maior valorização da empresa pelos funcionários e fornecedores
Redução de custos
Redução do custo da destinação, parte pela redução da geração
de resíduos ou seu reaproveitamento, parte em função da
alteração da forma de destinação
Continuidade da implantação do programa
Reprodução da implantação do programa em todas as obras

Tabela Formatada por: Frank e Sustentabilidade


Também foram apontados aspectos que precisam ser mais bem desenvolvidos:

MELHORIAS
Divulgação do programa e das ações do setor
Aumentar a conscientização das construtoras, de forma que o setor como um todo implante a gestão de resíduos, o que acarretaria melhor imagem do setor
Envolvimento
Ampliar o envolvimento da alta administração e dos fornecedores
Educação Ambiental
Elaborar metodologia e materiais que possa auxiliar nos treinamentos, enfocando as questões de conscientização, sensibilização e questões operacionais.
Indicadores
Criar indicadores setoriais que possam ser utilizados para o planejamento das obras, como, por exemplo, o volume total de resíduos/área total construída
Projetos e especificações
Incluir nos projetos a questão da racionalização para a redução da geração dos resíduos e especificar materiais ou sistemas que possuam melhor desempenho ambiental

Tabela Formatada por: Frank e Sustentabilidade

A pesquisa revelou outro aspecto relevante: os entrevistados avaliaram como positiva a atitude pró-ativa do SindusCon-SP em implantar este programa-piloto, pois demonstra sua preocupação com o meio ambiente e com o acesso dos profissionais à informação e capacitação com relação às novas tendências.

A avaliação final demonstrou ser positiva em todos os aspectos, não esquecendo da necessidade da continuidade de ações junto aos órgãos municipais na definição dos Programas Municipais de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil, programas estes que possibilitam a implantação das ATTs - Áreas de Transbordo e Triagem e dos Aterros da Construção Civil, seja pela elaboração das legislações pertinentes, seja pelo incentivo a novos negócios, como a reciclagem dos resíduos.

Atualmente a maior dificuldade encontrada pelas empresas que incorporam em seus processos a gestão de resíduos está relacionada à correta destinação, solução que somente poderá ser encontrada se houver a efetiva participação da cadeia produtiva, envolvendo construtoras, incorporadoras, projetistas, os transportadores, ATTs, Aterros, recicladoras, fabricantes, órgãos públicos e entidades de pesquisa.

Cabe um agradecimento a todos os profissionais envolvidos neste trabalho, em especial às Construtoras, que demonstraram pioneirismo e maturidade para de forma consciente iniciar um processo inovador. A implantação da gestão ambiental de resíduos da construção civil nos canteiros de obras de forma fundamentada e consciente como foi feito por este grupo servirá como referência a ser seguida pelo setor.
FONTE DO TEXTO e dos quadros:  gestão ambiental de resíduos de construção civil - cuiaba.mt.gov.br/upload/arquivo/Manual_Residuos_Solidos.

23 maio 2017

PREPARAÇÃO DO PROJETO DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE CONSTRUÇÃO CIVIL

Preparação do Projeto de Gerenciamento de Resíduos

O Projeto de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil é um documento que, conforme a Resolução CONAMA nº 307, deverá ser elaborado pelos geradores de grandes volumes de resíduos, devendo ser apresentado ao órgão competente juntamente com o projeto da obra.

O Projeto de Gerenciamento deve, de forma sumária, antecipar as orientações já descritas nos itens anteriores sobre a Gestão Interna no canteiro, a remoção e a destinação dos resíduos, dando atenção, explicitamente, às exigências dos seguintes aspectos da Resolução CONAMA nº 307:


Caracterização: identificação e quantificação dos resíduos;

Triagem: preferencialmente na obra, respeitadas as quatro classes estabelecidas;

Acondicionamento: garantia de confinamento até o transporte;

Transporte: em conformidade com as características dos resíduos e com as normas técnicas específicas;

Destinação: designada de forma diferenciada, conforme as quatro classes estabelecidas.

Os projetos de gerenciamento de empreendimentos e atividades sujeitos ao licenciamento ambiental deverão ser apresentados aos órgãos ambientais competentes.
FONTE DO TEXTO:  gestão ambiental de resíduos de construção civil - cuiaba.mt.gov.br/upload/arquivo/Manual_Residuos_Solidos.

22 maio 2017

AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS

Avaliação de resultados

Check-list

O check-list é uma ferramenta fundamental para avaliar o desempenho da obra em relação à gestão dos resíduos.



AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS
AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS 

Nele estão organizados três blocos de informações para a descrição das características dos canteiros de obras.

A avaliação deve se dar pela designação de pontos para cada aspecto analisado (níveis da pontuação: Péssimo = 1,0 a 2,9; Fraco = 3,0 a 4,9; Regular = 5,0 a 6,9; Bom = 7,0 a 8,9 e Ótimo= 9,0 a 10).

AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS
AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS 

O quadro A apresenta os espaços avaliados e respectivos fatores de ponderação, associando cada espaço às notas de limpeza e segregação de resíduos. À direita das notas atribuídas estão apresentadas as quantidades de dispositivos (bombonas) presentes em cada pavimento. Na parte inferior deste quadro são apresentadas as médias ponderadas de limpeza e segregação na fonte.

AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS
AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS 

No quadro B estão tabulados os problemas mais freqüentes que ocorrem em relação à limpeza e à segregação dos resíduos, devendo ser assinalados aqueles observados nos respectivos espaços avaliados. A primeira coluna destina-se aos registros numéricos fotográficos e a última, às observações gerais em relação aos itens avaliados.

AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS
AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS 

O quadro C apresenta os itens para avaliação do acondicionamento final dos resíduos com respectivos fatores de ponderação utilizados no cálculo da média, feito a partir das notas parciais atribuídas. Há colunas específicas para a identificação dos resíduos acondicionados em bags ou baias e também para registro dos problemas mais comuns observados na utilização dos dispositivos de acondicionamento final.

AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS
AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS 


Relatório

O relatório além de expressar de forma sintética os resultados obtidos através do check-list, também avalia e dá ênfase ao registro da destinação compromissada dos resíduos. São consideradas, num intervalo de tempo, as destinações adotadas, as quantidades de resíduos gerados, os custos ou as remunerações atual e anterior para efeito de comparação e nota da avaliação.

AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS
AVALIAÇÃO DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL EM RELAÇÃO A GESTÃO DOS RESÍDUOS 
FONTE DO TEXTO e dos quadros:  gestão ambiental de resíduos de construção civil - cuiaba.mt.gov.br/upload/arquivo/Manual_Residuos_Solidos.

19 maio 2017

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS DOS DISPOSITIVOS E ACESSÓRIOS USADOS PARA ARMAZENAR E LOCOMOVER OS RESÍDUOS DE UMA OBRA

Especificações técnicas dos dispositivos e acessórios

Bombona: recipiente com capacidade para 50 litros, com diâmetro superior de aproximadamente 35 cm após o corte da parte superior. Exigir do fornecedor a lavagem e a limpeza do interior das bombonas, mesmo que sejam cortadas apenas na obra. (FOTO )

Bombona:
Especificações técnicas dos dispositivos e acessórios


Bag: recipiente com dimensões aproximadas de 0,90 x 0,90 x 1,20 metros, sem válvula de escape (fechado em sua parte inferior), dotado de saia e fita para fechamento, com quatro alças que permitam sua colocação em suporte para mantê-lo completamente aberto enquanto não estiver cheio. (FOTO)


Bag
Especificações técnicas dos dispositivos e acessórios



Baia: recipiente confeccionado em chapas ou placas, em madeira, metal ou tela, nas dimensões convenientes ao armazenamento de cada tipo de resíduo. Em alguns casos a baia é formada apenas por placas laterais delimitadoras e em outros casos há a necessidade de se criar um recipiente estilo “caixa”, sem tampa. (FOTO)

Baia
Especificações técnicas dos dispositivos e acessórios



Caçamba estacionária: recipiente confeccionado com chapas metálicas reforçadas e com capacidade para armazenagem em torno de 4 m3. A fabricação deste dispositivo deve atender às normas ABNT. (FOTO)


Caçamba estacionária
Especificações técnicas dos dispositivos e acessórios


Sacos de ráfia: dimensões 0,90 x 0,60 cm. Normalmente são reutilizados os “sacos de farinha” confeccionados em ráfia sintética. Os sacos de ráfia deverão ser compatíveis com as dimensões das bombonas, de forma a possibilitar o encaixe no diâmetro superior.

Sacos de ráfia
Especificações técnicas dos dispositivos e acessórios



Etiquetas adesivas: tamanho A4-ABNT com cores e tonalidades de acordo com o padrão utilizado para a identificação de resíduos em coleta seletiva. (FOTO)

Etiquetas adesivas
Especificações técnicas dos dispositivos e acessórios



CAÇAMBAS ROLL ON ROLL OFF
Capacidades:22 m | 26 m | 29 m | 30 m | 32 m | 36 m | 39 m
Material: Fabricadas em aço carbono 1020.
Reforços: Tipo ''costela'' ao longo de toda caçamba.
Fabricados em aço carbono 1020.
Porta: Sistema de reforço anti-empenamento. Garantia de fechamento da porta mesmo quando a caçamba com carga máxima. Três dobradiças por folha.
Chassi-Base: Fabricada em viga "U" dupla, soldadas por processo mig/mag formando um chassi. Conferem alta resistência mecânica e baixa deformação.

Acabamento: Desengraxe, pintura de fundo primer anticorrosivo, e acabamento esmalte sintético em cor opcional.

CAÇAMBAS ROLL ON ROLL OFF
Especificações técnicas dos dispositivos e acessórios



DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL - FLUXO E FORMALIZAÇÃO

Destinação dos resíduos

As soluções para a destinação dos resíduos devem combinar compromisso ambiental e viabilidade econômica, garantindo a sustentabilidade e as condições para a reprodução da metodologia pelos construtores.


DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL - FLUXO E FORMALIZAÇÃO
DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL - FLUXO E FORMALIZAÇÃO
Os fatores determinantes na designação de soluções para a destinação dos resíduos são os seguintes:

I - possibilidade de reutilização ou reciclagem dos resíduos nos próprios canteiros;

II - proximidade dos destinatários para minimizar custos de deslocamento;

III - conveniência do uso de áreas especializadas para a concentração de pequenos volumes de resíduos mais problemáticos, visando à maior eficiência na destinação.

Fluxo dos resíduos


A tabela abaixo permite a identificação de algumas das soluções de destinação para os resíduos, passíveis de utilização pelos construtores.

TIPOS DE RESÍDUO
CUIDADOS REQUERIDOS
DESTINAÇÃO
Blocos de concreto, blocos
cerâmicos, argamassas, outros componentes cerâmicos, concreto, tijolos e assemelhados.
Privilegiar soluções de destinação que envolvam a reciclagem dos resíduos, de modo a permitir seu aproveitamento como agregado.
Áreas de Transbordo e Triagem, Áreas para Reciclagem ou Aterros de resíduos da construção civil licenciadas pelos órgãos competentes; os resíduos classificados como classe A (blocos, telhas, argamassa e concreto em geral) podem ser
reciclados para uso em pavimentos e concretos sem função estrutural
Madeira
Para uso em caldeira, garantir separação da
serragem dos demais resíduos de madeira.
Atividades econômicas que possibilitem a reciclagem destes resíduos, a reutilização de peças ou o uso como combustível em fornos ou caldeiras.
Plásticos (embalagens, aparas
de tubulações etc.)
Máximo aproveitamento dos materiais contidos
e a limpeza da embalagem.
Empresas, cooperativas ou associações de coleta seletiva que comercializam ou reciclam estes resíduos.
Papelão (sacos e caixas de
embalagens) e papéis (escritório)
Proteger de intempéries.
Empresas, cooperativas ou associações de coleta seletiva que comercializam ou reciclam estes resíduos.
Metal (ferro, aço, fiação
revestida, arames etc.)
Não há.
Empresas, cooperativas ou associações de coleta seletiva que comercializam ou reciclam estes resíduos.
Serragem
Ensacar e proteger de intempéries.
Reutilização dos resíduos em superfícies impregnadas com óleo para absorção e secagem, produção de briquetes (geração de
energia) ou outros usos.
Gesso em placas acartonadas
Proteger de intempéries.
É possível a reciclagem pelo fabricante ou empresas de reciclagem.
Gesso de revestimento e
artefatos
Proteger de intempéries.
É possível o aproveitamento pela indústria gesseira e empresas de reciclagem.
Solo
Examinar a caracterização prévia dos solos
para definir destinação
Desde que não estejam contaminados, destinar a
Pequenas áreas de aterramento ou em aterros de
resíduos da construção civil, ambos devidamente licenciados pelos órgãos competentes.
Telas de fachada e de proteção
Não há.
Possível reaproveitamento para a confecção de bags e sacos ou até mesmo por
recicladores de plásticos.
EPS (poliestireno expandido -
exemplo: isopor)
Confinar, evitando dispersão.
cooperativas ou associações de coleta
seletiva que comercializam, reciclam ou
aproveitam para enchimentos.
Materiais, instrumentos e
embalagens contaminados por resíduos perigosos (exemplos: embalagens plásticas e de metal, instrumentos de aplicação como broxas, pincéis, trinchas e outros materiais auxiliares como panos, trapos, estopas etc.)
Maximizar a utilização dos materiais para a redução dos resíduos a descartar.
Encaminhar para aterros licenciados para recepção de resíduos perigosos.

Tabela formatada por Frank e Sustentabilidade


Formalização dos procedimentos

A formalização da destinação dos resíduos deve ser iniciada por meio da identificação e do cadastramento dos destinatários. Estas são algumas informações relevantes que devem fazer parte deste cadastro:

• Data do cadastramento;

• Razão Social do destinatário;

• CNPJ;

• Nome do responsável pela empresa;

• Telefone;

• Endereço da destinação;

• Atividade principal do destinatário;

• Resíduo(s) que será(ão) destinado(s);

• Descrição do processo a ser aplicado ao(s) resíduo(s).

Segue exemplo de modelo de ficha cadastral para melhor organização das informações relativas aos destinatários de resíduos.


DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL - FLUXO E FORMALIZAÇÃO
DESTINAÇÃO DOS RESÍDUOS DE UMA OBRA DE CONSTRUÇÃO CIVIL - FLUXO E FORMALIZAÇÃO

Uma vez cadastrado o destinatário, cada coleta deverá implicar emissão do documento CTR (Controle de Transporte de Resíduos), que registrará a destinação dos resíduos coletados. Neste documento deverão constar, necessariamente, as seguintes informações:

- Dados do gerador (Razão social / nome, CNPJ / CPF, endereço para retirada e identificação da obra);

- Resíduos destinados, com volume ou peso e unidades correspondentes;

- Dados do transportador (Razão social / nome, CNPJ / CPF, inscrição municipal, tipo de veículo e placa);

- Termo de responsabilidade para devolução de bags da obra: quantidade, nome e assinatura do responsável;

- Dados do destinatário (Razão social / nome, CNPJ / CPF, endereço da destinação);

- Assinaturas e carimbos (gerador, transportador e destinatário).

Modelo de formulário que atende às NBR 15112:2004 a 15114:2004 e que deve ser emitido em três vias (1ª via – para gerador; 2ª via – para transportador; 3ª via – para destinatário):


Modelo de formulário que atende às NBR 15112:2004 a 15114:2004
CONTROLE DO TRANSPORTE DE RESÍDUOS

Feita a remoção dos resíduos, as três vias deverão ser apresentadas ao destinatário para coleta de assinaturas e carimbos. A primeira via deve ser devolvida à obra, a segunda via fica com o transportador e a terceira via é retida pelo destinatário. É recomendável que o pagamento ao transportador seja feito só depois da apresentação da primeira via devidamente assinada e carimbada pelo destinatário.
FONTE DO TEXTO:  gestão ambiental de resíduos de construção civil - cuiaba.mt.gov.br/upload/arquivo/Manual_Residuos_Solidos.